— Eu não acredito que uma mulher possa ter tido mil filhos de uma única vez! — adiantou-se antes que o homem iniciasse qualquer argumento.
— Ótimo, assim tudo fica menos complicado.
— Tudo “menos complicado” o quê?
— Contar minha história. Contar minha história sempre fica mais fácil quando o ouvinte já afirma que não vai acreditar nela.
— Hum! Não deveria ser o contrário?
— E por quê? O problema em contar minha história é meu, mas não possuo nenhuma obrigação em desejar que acreditem nela. Odeio ter obrigação de possuir qualquer desejo.
— O quê?!
— E além do mais, que graça tem aqueles que nada questionam? Porque existem quatro espécies de pessoas no mundo: as que acreditam em tudo, as que duvidam de tudo, as que questionam tudo e as... enfim... o que eu estava falando?
— Que acha ótimo eu não acreditar em qualquer vírgula do que você ainda não me contou!
— Perfeito! Exatamente! Perceba que não tenho culpa por você não ter qualquer graça. Vou ser bem sintético.
— Seja, então, antes que me confunda mais com todos esses conceitos bizarros. Já me basta o gato sem nome...
— Um dia, uma mulher grávida de mil e uma crianças deu a luz a exatas mil e uma crianças, mas uma morreu logo após o parto. Complicações.
— Como uma mulher pôde dar a luz a mil bebês?!
— Mil e um. Mil e um... Do mesmo jeito que algumas dão à luz a um, oras. Criança idiota.
— Idiota? E essa sua história o que é?
— Escuta alguém me obrigando a falar sobre mim? Alguém ai me obriga a falar sobre mim?! — grita o homem para o nada.
— Hum! Tudo bem, tudo bem. Suponhamos que seja verdade: por que a mulher fugiu? Ficou com medo de criar mil crianças de uma única vez?
— Pobre coitada, o grande sábio disse-nos que ela enlouqueceu depois que soube da morte de uma das crianças. Fugiu pela floresta escura e sumiu.
Alice acomodou-se na quarta espécie de pessoas e foi embora.
— Ótimo, assim tudo fica menos complicado.
— Tudo “menos complicado” o quê?
— Contar minha história. Contar minha história sempre fica mais fácil quando o ouvinte já afirma que não vai acreditar nela.
— Hum! Não deveria ser o contrário?
— E por quê? O problema em contar minha história é meu, mas não possuo nenhuma obrigação em desejar que acreditem nela. Odeio ter obrigação de possuir qualquer desejo.
— O quê?!
— E além do mais, que graça tem aqueles que nada questionam? Porque existem quatro espécies de pessoas no mundo: as que acreditam em tudo, as que duvidam de tudo, as que questionam tudo e as... enfim... o que eu estava falando?
— Que acha ótimo eu não acreditar em qualquer vírgula do que você ainda não me contou!
— Perfeito! Exatamente! Perceba que não tenho culpa por você não ter qualquer graça. Vou ser bem sintético.
— Seja, então, antes que me confunda mais com todos esses conceitos bizarros. Já me basta o gato sem nome...
— Um dia, uma mulher grávida de mil e uma crianças deu a luz a exatas mil e uma crianças, mas uma morreu logo após o parto. Complicações.
— Como uma mulher pôde dar a luz a mil bebês?!
— Mil e um. Mil e um... Do mesmo jeito que algumas dão à luz a um, oras. Criança idiota.
— Idiota? E essa sua história o que é?
— Escuta alguém me obrigando a falar sobre mim? Alguém ai me obriga a falar sobre mim?! — grita o homem para o nada.
— Hum! Tudo bem, tudo bem. Suponhamos que seja verdade: por que a mulher fugiu? Ficou com medo de criar mil crianças de uma única vez?
— Pobre coitada, o grande sábio disse-nos que ela enlouqueceu depois que soube da morte de uma das crianças. Fugiu pela floresta escura e sumiu.
Alice acomodou-se na quarta espécie de pessoas e foi embora.


